A taxa de desemprego em Portugal cifrou-se em 17,6% em
Janeiro, mais 0,3% face ao mês anterior.
De acordo com os dados comunitários, só Espanha, com uma
taxa de 26,2%, e Grécia (27%) superam o desemprego recorde em Portugal.
Em Janeiro, registou-se também uma subida ligeira, de 0,3
pontos percentuais, no desemprego jovem em Portugal, que está agora em 38,6%,
muito acima da média europeia de 24,2%.
Neste mês, a taxa da zona euro e da União Europeia subiu 0,1
pontos percentuais para 11,9% e 10,8%, afastando-se assim cada vez mais dos
7,8% nos EUA (dados de Dezembro), onde o mercado de trabalho tem evidenciado
maior velocidade de recuperação.
Relativamente imunes ao desemprego continuam Áustria (4,9%),
Luxemburgo (5,3%) e Alemanha (5,3%).
Segundo as estimativas do Eurostat, estavam, em Janeiro de
2013, 26,217 milhões de pessoas desempregadas na UE, 18,998 milhões das quais
nos 17 países da zona euro.
Nas previsões de Inverno, divulgadas em Fevereiro, a
Comissão Europeia estimou que o desemprego atinja, este ano os 12,2% na zona
euro (em Novembro, Bruxelas estimara uma taxa de 11,8) e os 11,1% na União
Europeia (no Outono a projecção era de 10,9).
Para Portugal, os números de Janeiro ultrapassam a previsão
de 17,3% que a Comissão Europeia apresentou para este ano.
São as novas
estimativas de Bruxelas para a taxa de desemprego em Portugal que superaram em
muito os 16,4 por cento de média anual estimada para este ano ainda
recentemente pela `troika' e pelo Governo na sua sexta avaliação do Programa de
Assistência Económica e Financeira colocando agora a fasquia do desemprego para
2013 nos 17,3 por cento.
O Governo apontava inicialmente para uma taxa de desemprego
nos 15,5% em 2012, mas a realidade foi outra e o ano acabou por terminar com a
taxa de desemprego a atingir os 15,8 por cento.
Só que após o agravamento para quase o dobro a previsão de
recessão para este ano, de -1 por cento para -1,9 por cento do PIB, Bruxelas
diz agora que também o desemprego vai atingir novo máximo histórico e que a
situação até pode piorar quando avançar em março com novas previsões.
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